12 apps em 1 ano: Atirando flechas como Robin Hood

Em posts anteriores eu usei realidade virtual para explorar a Roma Antiga e para aprender a voar. Ser um explorador nesses mundos é bastante interessante inicialmente, mas não captura todo o potencial dessa nova plataforma. Mais do que nos permitir explorar mundos virtuais, a realidade virtual nos permite interagir com eles.

A diferença entre os equipamentos de VR

Duas coisas separam os equipamentos de VR que são top de linha, como o Oculus Rift e o HTC Vive, de experiências mais simples, como o Gear VR. A primeira delas é o “positional tracking”, que nada mais é do que permitir que você mova seu corpo no mundo real e transmitir esse movimento para o mundo virtual. Com isso você pode se abaixar, enclinar o corpo, rodar em todas as direções e até pular. Poder se mover no mundo real e ver os efeitos no mundo virtual aumenta bastante a sensação de que de fato você está em outro ambiente.

A segunda diferença é poder interagir com os objetos através de controles especiais, que têm sua posição mapeada perfeitamente do mundo real para o virtual. Com esses controles conseguimos pegar objetos, empurrá-los e jogá-los, além de simularmos armas de fogo, espadas e outras armas. Definitivamente a experiência é completamente diferente de usar um joystick normal.

Explorando a VR mais uma vez

Para continuar meus experimentos com realidade virtual decidi criar um app que usasse os controles de alguma forma. Um dos meus jogos favoritos para o HTC Vive se trata do Holopoint. Esse game é bastante simples e consiste apenas de atirar flechas em cubos holográficos, mas é surpreendentemente divertido. Criar um demo de arco e flecha me pareceu um desafio interessante para aprender a programar usando os inputs dos controles do Vive.

A Valve criou um plugin chamado Steam VR para o Unity para facilitar o desenvolvimento de aplicações de realidade virtual. O plugin já tem métodos básicos de acesso aos controles o que ajudou bastante no meu desenvolvimento.

Eu usei um cenário pronto de uma floresta para deixar a experiência um pouco mais interessante:

 

O resultado final visualizado no unity é esse:

Usando game engines como Unity é possível prototipar experiências em VR em questão de horas mas isso não significa que o desenvolvimento de uma solução completa não seja caro. Mesmo que em algumas horas eu tenha conseguido algo funcional a experiência de usar o arco e atirar flechas não se comparou a de jogos mais maduros como Holopoint e The Lab. Isso se deve provavelmente ao fato de que uma boa experiência em VR depende de muitos detalhes para que a ilusão de que você está de fato em outro mundo funcione.

 

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Edmar Ferreira é Co-Fundador e CEO da Rock Content, líder em Marketing de Conteúdo no Brasil, e é membro ativo do SanPedroValley, comunidade auto-gerenciada de startups de Belo Horizonte.

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