12 apps em 1 Ano: Construindo Roma em um dia

Uma das coisas mais divertidas desse desafio de 12 apps em 1 ano foi de poder experimentar com tecnologias que eu nunca havia usado antes. Nos últimos anos as duas tecnologias que mais me chamaram a atenção foram AI ( Artificial Intelligence ) e VR ( Virtual Reality ). Acredito que ambas ainda estão em um estágio muito inicial mas que veremos muita coisa interessante surgindo nas duas áreas.

Realidade Virtual talvez seja um dos elementos mais comuns em filmes de ficção científica, perdendo talvez apenas para robôs e naves espaciais. A ideia de nos transportar para um mundo virtual que nos faça sentir como se fosse real é o grande objetivo. O que nem todos sabem é que assim como a Inteligência Artificial, a Robótica e a Engenharia Espacial, também existe um campo de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de Realidade Virtual.

Nos anos 80 houve o primeiro movimento de tornar a Realidade Virtual um sucesso comercial. Foi quando Arcades de Realidade Virtual começaram a aparecer nos EUA e no Japão. O grande problema dessa fase inicial era que os equipamentos, além de serem muito pesados, eram caros e provocavam dores de cabeça e náuseas em muitas pessoas. Isso levou a um grande fracasso comercial.

O desenvolvimento de tecnologias de Realidade Virtual acessíveis

Com o desenvolvimento de novas tecnologias para a criação dos smartphones, muitos dos componentes necessários para criar óculos de Realidade Virtual passaram a ser cada vez mais baratos e eficientes. Uma nova geração de aparelhos de Realidade Virtual começou a ser desenvolvida a partir de 2010, em grande parte graças a um garoto chamado Palmer Luckey, que criou um protótipo em sua garagem.

Este protótipo veio a se tornar o Oculus Rift, que foi um sucesso em campanha de crowdfunding, arrecadando US$2,5 milhões em 2012. O sucesso levou à criação de uma empresa para fabricar e comercializar o aparelho. As possibilidades da nascente indústria de Realidade Virtual chamaram a atenção de Mark Zuckerberg, que, através do Facebook, comprou a Oculus em 2014.

Eu acompanho a nova cena de Realidade Virtual desde o início — tenho, inclusive, um dos primeiros protótipos para desenvolvedor do Oculus Rift em casa —, e em 2016 as primeiras versões direcionadas ao consumidor final chegaram ao mercado. A Valve, em parceria com a HTC, lançou o Vive, o primeiro headset de Realidade Virtual completo e que permitia que o usuário se movimentasse livremente em um ambiente do tamanho de uma sala.

O nível da qualidade da experiência me surpreendeu muito. Equipamentos mais simples, como o Gear VR, não geram nem de longe a mesma sensação de imersão:

Isso acontece porque os aparelhos de Realidade Virtual móveis, como o Gear VR, não capazes de medir e acompanhar o movimento do seu corpo, apenas o movimento da cabeça.

Rome VR

Como desenvolvedor, resolvi aprender como programar para esse novo ambiente. Minha ideia inicial seria um experimento bastante simples: me transportar para o antigo Império Romano e poder perambular por ruas de uma de suas cidades.

Para desenvolver experiências para Realidade Virtual, duas plataformas se destacam: Unity 3D e Unreal Engine. Ambas são flexíveis e poderosas game engines usadas para produção de jogos. Entre as duas, optei por usar a Unity 3D pela simplicidade de uso e a grande quantidade de experiências em VR criadas usando a ferramenta.

A Unity 3D tem uma versão gratuita que tem todas as funcionalidade necessárias para desenvolver um jogo ou experiência em VR.

O editor visual da Unity facilita bastante algumas das tarefas de desenvolvimento de jogos em 3D, mas não é possível escapar de escrever código se você quiser interações mais complexas. A linguagem usada no sistema é o C#, grande conhecido de quem programa na plataforma .NET. Minha experiência com a linguagem é limitada, mas como a raiz se parece um pouco com o C++ e Java, acabei não tendo muitas dificuldades de iniciar um protótipo. É importante lembrar que modelagem dos objetos em 3D é uma arte a parte e para criar esse app em VR eu precisei comprar modelos em 3D para montar o cenário de Roma. Dentro do próprio Unity existe uma loja chamada de Asset Store onde você pode comprar muitos modelos de ótima qualidade. 

O resultado final ficou assim:

Difícil descrever apenas com texto e imagem a experiência de estar imerso em uma Realidade Virtual. Em artigos futuros dessa série quero voltar a desenvolver para VR e criar experiências um pouco mais complexas.

E você? Já teve alguma experiência com a Realidade Virtual, sendo como usuário ou desenvolvedor? Deixe seus comentários sobre a tecnologia aqui embaixo!

Agradecimento especial a Rita Lisboa por ter revisado esse texto.

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Edmar Ferreira é Co-Fundador e CEO da Rock Content, líder em Marketing de Conteúdo no Brasil, e é membro ativo do SanPedroValley, comunidade auto-gerenciada de startups de Belo Horizonte.

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